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Luto Gestacional e Neonatal: o que é, como lidar e onde buscar ajuda.

  • Foto do escritor: Carine Almeida
    Carine Almeida
  • 4 de jul.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 7 de jul.


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Vivenciar a perda de um bebê, seja durante a gestação, no parto ou logo após o nascimento, é uma dor profunda, muitas vezes silenciosa e invisível para quem está ao redor. Mesmo sem ter tido tempo para criar memórias concretas, o vínculo já estava formado, os sonhos já haviam ganhado forma e o amor já existia. A morte de um filho esperado quebra expectativas, desmonta planos e gera um vazio difícil de nomear.

Essa experiência pode despertar sentimentos intensos como tristeza, culpa, medo, raiva, confusão e até isolamento. Cada pessoa lida com o luto de forma única, e não há um modelo ideal ou “tempo certo” para se recuperar. É importante compreender que o luto gestacional e neonatal é legítimo e merece espaço, acolhimento e cuidado.


O que é luto gestacional e neonatal?


Chamamos de luto gestacional a perda do bebê durante a gestação, seja no início, no segundo trimestre ou já próximo ao parto. O luto neonatal, por sua vez, se refere à perda que ocorre nos primeiros dias ou semanas de vida do recém-nascido.

Ambos os tipos de luto podem ser invisibilizados pela sociedade, que ainda tende a minimizar a dor dizendo frases como “logo você engravida de novo” ou “pelo menos foi cedo”. Essas falas, mesmo que bem-intencionadas, invalidam o sofrimento e dificultam a vivência do luto de maneira saudável.


Como lidar com essa dor?


Ao longo da minha trajetória como Psicóloga hospitalar, acompanhei de perto mulheres, casais e famílias que enfrentam essa perda tão delicada. No ambiente hospitalar, em maternidades, UTI Neonatal, Centro de Parto, e também no consultório, percebo o quanto um espaço de escuta sensível, empática e sem julgamentos faz diferença no processo de elaboração do luto.


Lidar com essa dor envolve:

  • Permitir-se sentir: tristeza, raiva, saudade, frustração. Todos os sentimentos são válidos.

  • Honrar a existência do bebê: falar sobre ele, lembrar do que foi vivido, dar nome, guardar lembranças.

  • Acolher os silêncios e os rompimentos: muitas vezes, o entorno não sabe como reagir.

  • Reconstruir o significado da maternidade e dos projetos futuros, com tempo e cuidado.

  • Buscar apoio especializado para elaborar a perda e evitar o adoecimento emocional.


Durante o acompanhamento psicológico, podemos falar sobre o quarto que foi preparado, as roupinhas guardadas, os planos interrompidos, os exames, as imagens do ultrassom… tudo aquilo que agora carrega um novo significado. Cada detalhe importa, e o luto merece espaço para ser vivido.


Onde buscar ajuda?


Se você está passando por esse momento ou conhece alguém que esteja, saiba que você não está sozinha. O apoio psicológico pode ser um grande aliado para lidar com essa perda de forma respeitosa e cuidadosa, no seu tempo, de acordo com sua história.

Atendo presencial em São José dos Campos e online, com escuta especializada em luto gestacional, neonatal e perinatal. Aqui, você será recebida com empatia, presença e acolhimento verdadeiro, porque sua dor importa e merece ser respeitada.

Está passando por um luto gestacional ou neonatal? Entre em contato para conversar. Você será acolhida com sensibilidade e sem pressa.



 
 
 

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